Ovacionado pelo público, que fez questão de aplaudi-lo de pé após sua palestra, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) fez uma participação marcante nesse domingo (06/09), segundo dia do XI Congresso Holístico Internacional. Ele ministrou a exposição "O que devemos fazer no futuro - Uma rede educacionista", durante o Fórum de Meio Ambiente, coordenado por Regina Fittipaldi.
Buarque começou sua palestra falando sobre a questão da inclusão social, que seria fundamental para a difusão da cultura de paz e de formas de vida sustentáveis. "Muitas pessoas deveriam ou gostariam de estar nesse congresso hoje. Infelizmente, por razões econômicas ou sociais elas não puderam. É hora de mudar isso, para que todos tenham acesso ao conhecimento", disse.
Para o senador, o caminho da paz, do progresso e da preservação ambiental não está na economia, mas em escolas que promovam educação de qualidade. "O que precisamos é de uma revolução mundial, onde todos tenham acesso à escola. Uma escola comprometida com o equilíbrio ecológico e a solidariedade humana", avaliou.
Segundo Buarque, a sociedade é formada hoje por líderes, educadores e estudantes que não pensam a longo prazo, ou que estão tomados por comodismo e ceticismo. De acordo com o senador, grande parte dos políticos não consegue lutar por educação de qualidade e uma cultura de paz a longo prazo porque tem urgência em defender os próprios interesses e garantir visibilidade. "Os professores são peças fundamentais nesse processo, mas estão um pouco acomodados", afirmou.
O senador também não poupou críticas aos acadêmicos. "Eles são muito imediatistas e não conseguem pensar de maneira holística", disse. Para Buarque, somente com uma rede educacional forte, espalhada em todos os locais e comprometida com a solidariedade e preservação ambiental é que se poderá "substituir as mãos que destroem a natureza por mãos que abraçam o planeta".
Assessoria de Comunicação do II Festpaz