A mesa redonda "Teia da Vida: relações de compromisso e responsabilidade ética", realizada na tarde desse domingo (06/09), no segundo dia do XI Congresso Holístico Internacional, mostrou ao público diversos projetos implantados no Brasil para difundir a cultura da paz e a sustentabilidade, comprovando que o desejo de uma sociedade mais harmônica e permeada pela responsabilidade ambiental pode se concretizado. A mesa reuniu grandes nomes das áreas de ciência, filosofia, artes plásticas e cultura e mobilizou o público presente no Teatro Rio Vermelho do Centro de Cultura e Convenções de Goiânia.
Coordenada por Regina Fittipaldi, a mesa teve como debatedor o psicólogo Marco Aurélio Biblio. Mestre em Psicologia da Religião e um dos pioneiros da Ecopsicologia no Brasil, ele explicou existe uma correlação entre o contato com ambientes naturais e a melhoria dos índices de saúde mental. Nesse sentido, preservar a natureza e estar em contato constante com não apenas um comportamento ecologicamente correto, mas também uma forma de buscar equilíbrio interior e transcendência.
Na parte de Ciência, o debatedor foi Nelton Miguel Friedrich, que é diretor de coordenação da Itaipu Binacional. Ex-secretário de Estado do Paraná, ex-deputado estadual e federal, ele frisou a importância do uso racional dos recursos naturais por parte das empresas e também do desenvolvimento que aliem a responsabilidade ambiental à responsabilidade social, pois ambos estariam interligados.
Alexandra Reschke foi a debatedora do tema no aspecto da Filosofia. Secretária do Patrimônio da União (a Secretaria é ligada ao Ministério do Planejamento), ela vem promovendo a implantação de um novo modelo de gestão compartilhada, focado no cumprimento da função socioambiental e no desenvolvimento humano. Um exemplo disso é o Programa de Regularização Fundiária Sustentável, que busca a solução de conflitos pela posse da moradia de forma mais humana e pacífica.
Já a professora de artes e design da PUC do Rio de Janeiro, Ana Branco, foi a debatedora d tema Artes Plásticas e compartilhou com o público seus trabalhos que mostram os benefícios dos alimentos vivos. "São alimentos que não passaram pelo processo de cozimento e que, portanto, não perderam sua vitalidade e seus nutrientes", explica. Ela também falou sobre o projeto Desenho Vivo, implantando da universidade, onde as crianças participam de oficinas usando os alimentos (aveia, beterraba, etc) para fazer desenhos e depois comê-los.
Kaká Werá foi o debatedor do aspecto das Tradições e emocionou o público, ao compartilhar com a plateia sua experiência de tratar da questão indigenista de forma mais humana e pacífica. "Em vez de usar a agressividade e as brigas para mostrar a carência dos índios no Brasil e a importância de nossa cultura, convidei professores e alunos para saírem das escolas e vivenciarem nas ocas os rituais, os cantos e os elementos que permeiam a rotina nas aldeias. Eles ficaram sensibilizados e mudaram sua percepção, contou. "É uma prova de que não basta internalizar a paz. Precisamos praticá-la", frisou.
Assessoria de Comunicação do II Festpaz